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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Uma questão de peso (parte II)


E a escalada do peso continuou...

 

Como andei deprimida durante anos a fio pouco ou nada me importei com a minha obesidade.

Aliás, na maior parte do tempo eu nem tinha noção do espaço que ocupava (e ainda ocupo)

 

Eu queria lá saber de mim…eu até quis morrer…

 

Em 2007 fui ao Dr. Póvoas, pela primeira vez. Fui atendida por um médico muito querido, mas que só tinha 5 minutos... e um telefone muito nervoso!

O gajo não parava de tocar. Muitos conects... Horas de espera,” toma lá uma receita, minha fofinha” – ( e passa para cá umas notinhas)

 

E emagreci vinte e muitos quilos. Emagreci sem qualidade. Houve alturas em que me aguentei a cafés. Estava triste, cansada, irritada, sem brilho no olhar. Farta de tudo e quis morrer mais do que nunca. Infeliz.

 

Simplesmente Infeliz!

 

Passei-me e deixei os medicamentos!

 

Depois engordei… desmesuradamente...

 

 

Final de 2011, convidada que estava para o baile de finalistas dos meus alunos, e não querendo ir a fazer má figura decidi regressar.

 

Consultas de 5 minutos...

 

Porque sentia que precisava mais do que 5 minutos fui indicada para a psicóloga da clinica.

 

Uma psicóloga muito fixe e muito cool.

 Boa pequena.

(que ainda me fez uns descontos nas consultas em que ia ouvir uns cds...uma tal de PNL)

 

Resultado - 0  Kilos

Conta da M- 0 Euros

 

Mas o desejo de ser mãe (e a consciência de que jamais serei capaz de por ao mundo alguém neste meu ventre tão avariado) e um medo crescente de ter alguma coisinha má que me deixe dependente ditaram a minha procura por outras soluções.

 

 

Consultei uma pessoa que foi operada há 4 anos pelo Dr. António Sérgio. O currículo dele deu-me segurança e a consulta foi o pontapé inicial para este processo.

domingo, 6 de janeiro de 2013

Uma questão de peso...



Sempre!
Sempre o peso a marcar o trajecto da minha vida!

 

E não, não por ter sido sempre obesa, mas por ter sido extremamente magra e detestar comer.

 

Nasci rechonchuda.

Com uns quase quatro kilos.

 A enfermeira que me alimentou no hospital vaticinou: “esta niña va a ser obesa..."
Bem, tendo em conta o peso com que nasci não seria nada difícil adivinhar tal destino.

 

Porém, quando comecei a andar emagreci e a garganta e os ouvidos (sempre andaram "à turra e à massa") ajudaram à festa

. Ficava fula com os comentários:

"Ai M estás tão magrinha!”,

"Tu não comes?".

" A tua mãe dá-te fome?" - Uma alegria, está visto. Tudo era "mau"...

-" Come M! "

- "Não há roupa que te sirva"

- "Pareces uma Etíope!"

- "Um pau de virar tripas...!

 

 

GOD!

Ele eram comentários parvos, concursos para comer, toneladas de vitaminas!

Só na praia e tinha fome. Atacava as peras rocha, que a minha mãe levava aos kilos. Como sabiam bem!

 

Para além da enfermeira Domitília, também o meu pediatra dizia que eu ia ser gorda... (lembro-me do ar condescendente da minha mãe a olhar para mim e para o médico... Sim, gorda, pois)

 

E pelos meus 12 anos, quando comecei a ser menstruada, descobri o que era ter fome e, pior, o prazer da comida.

 

Lembro-me perfeitamente de onde estava e das circunstâncias que me fizeram comer alarvemente, pela primeira vez: num campo de férias, em Monção. Lembro-me de me ter enervado e de me sentir sozinha... pelo meio apareceram uns belos bifes com batatas fritas para me acompanharem.

 

1,2,3 foi dado o pontapé inicial.

 

 Lembro-me de ter engordado ligeiramente, mas eu não tinha essa noção.

 

 Para mim eu era magra.

 

O que os outros diziam até me confortava: " Oh M estás mais gordinha" e eu sentia-me menos culpada por ser o "pau de virar tripas".

Mas o grande” Boom” aconteceu quando o meu irmão morreu.

 

Perdi o meu irmão e ganhei uma nova companhia: a comida.

Fazia carradas de papa saluzena e comia, comia, comia. Tentava deliberadamente encher o vazio. E como o vazio não desaparecia...eu comia!

 

 

Fico por aqui... Revisitar memórias custa e há que saber dar tempo aos afectos.

bjs

M

 

sábado, 5 de janeiro de 2013

Apresentando-me

Este é mais um dos "milhentos e muitos" blogs dedicados à experiência da/ com a banda gástrica. É um blog egoista. É feito de mim para mim,mas se puder ser útil a alguém, então será "ouro sobre azul".
Conto convosco!
Bjs,
M